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“Concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, entre outras, de invadir, conquistar, subjugar a quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo praticar em utilidade própria e dos seus descendentes”.
Romanus Pontifex, Papa Nicolau V, 8 de janeiro de 1454.

“… assim como são muitos, permitiu Deus que fossem contrários uns aos outros, e que houvesse entre eles grandes ódios e discórdias, porque se assim não fosse os portugueses não poderiam viver na terra nem seria possível conquistar tamanho poder de gente”.
Tratado da Terra do Brasil, Pêro de Magalhães Gândavo, 1565.

“Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Descendentes de escravos e de senhores de escravos, seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor internacionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria”.
O Povo Brasileiro, Darcy Ribeiro, 1995.

“Quantos, não sei. Só sei que somos muitos – o desespero da dízima infinita. E que somos belos como deuses, mas somos trágicos”.
O Poeta, Vinícius de Moraes.


“Temos o direito de crer que ainda não é tarde demais para começar a criação da utopia contrária. Uma nova e arrasadora utopia de vida, onde ninguém possa decidir por outros até na forma de morrer, onde realmente seja certo o amor e seja possível a felicidade, e onde as estirpes condenadas a cem anos de solidão tenham finalmente e para sempre uma segunda oportunidade sobre a terra”.
Discurso de Gabriel García Marquez ao receber o prêmio Nobel, 1982.

One Comment

  1. Comparando muito mal, até porque o sofrimento de índios e negros é indescritível, Santos vive um novo “descobrimento”: exploram as riquezas da terra (o chão, que recebe prédios gigantescos, inacessíveis e se encarece). E, agora, nem espelhinhos dão aos nativos (os santistas pobres e remediados). É a força da violẽncia econômica.


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