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“A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses. É errado e desumano impor os judeus aos árabes”.
Mahatma Ghandi – Manifesto sobre os judeus na Palestina (1938)

Obama apoia estado palestino desmilitarizado nas fronteiras de 1967

Bullshit. Obama sabe estar lidando com fundamentalistas. Se necessário, matam pelas sagradas escrituras. “Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre (Gênesis 13:15)”.

A supremacia judaica é bíblica. Jacó já mostrava a que vinha quando surrou um anjo (Gênesis 32:24). Está nos subconsciente dos crentes, dos fãs da pop music. “Jacob wrestled the angel and the angel was overcome” (U2, Bullet the blue sky). O livro-referência do ocidente é a base sobre a qual se erigiu o Estado judeu no Oriente Médio em 1948, quando a ONU sequestrou dois terços da Palestina para abrigar Israel.

Hoje, mais de 80% da área está em poder dos israelenses, graças a ocupações militares e assentamento de colonos – ações que violam mais de 30 resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O ano de 67 a que se refere Obama marca a tentativa dos antigos proprietários de retomar à força suas terras. No fim, Israel venceu, anexando Gaza, Cisjordânia, as colinas do Golã (Síria) e o deserto do Sinai (Egito).

Conscientes de sua inferioridade bélica, os palestinos passaram a recorrer ao que se denomina terrorismo. Assim, o sul do Líbano, um dos suspostos focos terroristas, foi também invadido por Israel em 1978. Neste cenário nasceu a milícia islâmica Hizbollah (Partido de Deus, em árabe), constituído para livrar o Líbano do jugo israelense, aqueles que matam em nome do outro Deus, Javé.

Aparentemente cansado dos homens-bomba explodindo em seu país, o primeiro ministro israelense Yitzhak Rabin fechava, em 1993, um acordo com Yasser Arafat para a demarcação de um estado palestino. Rabin foi assassinado. Por um israelense. Israel não quer nada disso. Os EUA não querem nada disso.

Porque Israel é um inseticida eficaz numa área infestada de baratas muçulmanas, cheia de petróleo. Dois terços das reservas mundiais. Até que o ocidente mude de matriz enérgetica, nada mudará. Obama bem o sabe.

Por isso a instalação de um Estado judeu no coração da Palestina no pós-guerra. Por isso o repasse anual de US$4 bilhões dos Estados Unidos a Israel, que inclui o fornecimento de helicópteros, caças F-16 e mísseis de longo alcance. Por isso as falsas fronteiras impostas na região pelas nações hegemônicas – britânicos, franceses, norte-americanos -, baseados em seu etnocentrismo.

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