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Uma vida termina. Outra começa. Uma nova terra, uma legião de peito aberto, disposta a refundar, reverter o legado de coronéis perversos. A luta desperta, porque, agora, há por que lutar. Sem pressa, sem rancor. Só esperança.

Esperança de que, algum dia, se condenará o tempo em que éramos indiferentes ao choro alheio. Um tempo em que se discriminava pela cor da pele, pela sexualidade, pela crença.

Ao olhar para trás, recordar-se-á com horror dos carros blindados, dos foros privilegiados, das fianças, dos votos secretos, dos camarotes vips, dos reis, rainhas, príncipes. Da importância que dávamos a nós mesmos. Porque, naquele tempo, nos acreditávamos especiais, feitos à imagem e semelhança de deuses imaginários, que costumávamos adorar.

A mudança virá pela compreensão universal de nossa insignificância enquanto unidades. Somos parte e só o todo faz algum sentido. A mudança virá porque, enfim, teremos resgatado e reaprendido a experiência transmitida através das gerações: nada muda automaticamente, nada muda se não mudarmos a nós mesmos.

Contemplaremos, então, o movimento do mar, o som do vento, dos pássaros, a placidez das árvores. Vivenciaremos melhor os sabores, os acordes, os abraços, os sorrisos.

Oxalá.

One Comment

  1. Belo blog . boas reflexões e bons ensaios literários… sucesso!

    Um abraço
    Uilians Uilson Santos


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