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Monthly Archives: outubro 2012

Em menos de 24 horas, São Paulo extirpa dois cânceres.

Após ter seu candidato, José Serra, mais uma vez derrotado nas urnas, o Grupo Estado anuncia o fim do Jornal da Tarde. Neste momento, a mídia hegemônica nacional questiona-se sobre sua eficácia como ferramenta de consolidação das classes dominantes. É ela que, sob o falso manto da esfera pública, tem fornecido suporte ideológico ao chamado Estado mínimo (em vigor desde Fernando Collor), atacando políticas de fomento ao bem-estar social, investimentos na máquina pública e movimentos sociais.

A agenda midiática calcada no julgamento do Mensalão petista não provocou o estrago anunciado. O Partido dos Trabalhadores conquistou mais prefeituras em relação ao último pleito. Falhou a tática do noticiário seletivo, onde só tem espaço delitos convenientes ao establishment.

A mesma mídia que fez pouco caso das denúncias de compra de votos para aprovar a reeleição de Fernando Henrique Cardoso, da evasão de divisas pelo Banestado e da lista de Furnas, direciona agora seus holofotes para o suposto suborno a parlamentares da base governista do Governo Lula. Seletiva no tema, seletiva na profundidade: não se investiga o atual esquema de financiamento de campanhas, no qual prevalecem interesses privados, nem o de alianças políticas, que força o Executivo a barganhar com o Legislativo.

Em essência, nossa mídia ainda é herança do golpe de Estado de 1964. Desde então, uma dezena de famílias vem controlando os veículos de comunicação do país. Flagrante e ilegal propriedade cruzada. Alimenta-se um sistema onde concessões de rádios e emissoras de TV dependem de um Congresso Nacional formado por agregados dessas famílias. A raposa vigia o galinheiro.

Não haverá democracia sob esse sistema. O poder institucional fecha os olhos. O eleitor, parece, começa a abrir os seus.

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“Lula não é o espetacular articulador que se imagina. Apenas tinha, e agora não tem mais, todos os instrumentos de poder nas mãos…”
(http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/dora-kramer-ha-um-assombro-geral-com-a-desfacateza-de-lula-ao-passar-por-cima-de-tudo-e-de-todos/)

“Houve excesso de autoridade por parte do ex-presidente Lula ao exigir que o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo fosse o ex-ministro Fernando Haddad”.
(http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/23747/Estilo+trator+de+Lula+atropela+ex-prefeita+)

“Não se trata, portanto, de ficar espantado com a disposição de Lula de levar a limites extravagantes o credo de que os fins justificam os meios. O que chama a atenção é a sua confiança nos superpoderes de que se acha detentor, graças aos quais, imagina, conseguirá dar a volta por cima na hora da verdade, elegendo Haddad e sufocando a memória da indecência a que se submeteu”.
(http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vinganca-maligna-de-maluf-,888760,0.htm)

“Como no caso da frustrada aproximação com Gilberto Kassab, Fernando Haddad surge apenas como um manequim teleguiado pela suposta presciência lulista”.
(http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1107953-editoriais-depois-da-foto.shtml)

“Gente da cozinha presidencial não esconde que venceu o prazo de validade de Fernando Haddad e que sua substituição já está decidida”.
(http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3188563.xml&template=4187.dwt&edition=16375&section=892)