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“Há três tipos diferentes de mente: um compreende as coisas por si só; o segundo compreende as coisas demonstradas por outrem; o terceiro nada consegue discernir, nem só, nem com a ajuda dos outros”. (Nicolau Maquiavel, O Príncipe)

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Pascal Rossignol/Reuters

Os irmãos Kouachi escondem seus rostos para a carnificina. Ato inédito para jihadistas. Alá não os reconhecerá. Tão inédito quanto deixar intactas as centenas de imagens ofensivas a Maomé armazenadas no arquivo de Charlie Hebdo. Teriam esquecido regras básicas para herdar as 72 virgens que os aguardam no paraíso?

O centro de Paris deve ser um dos lugares menos policiados do mundo. Dois atiradores encapuzados estacionam, descem do carro, entram num edifício carregando fuzis às 11 da manhã de um dia útil, atiram em uma dúzia de pessoas, voltam à rua desfilando suas armas por 20 minutos, gritando “vingamos Alá”, e disparando no ar sem serem incomodados.

Os Kalashnikov que usaram matam sem sequer espalhar sangue. Ou o tiro atinge só a calçada?

http://zeeklytv.com/video/13910/SLOW-MOTION-FAKE-PARIS-SHOOTING-MISS-7-1-15-FRENCH-SATIRE-YT-banned-with-120000-views

E o documento esquecido no carro? O documento, especificamente – não uma carteira –, que o terrorista fez questão de levar consigo, caso fosse parado por uma blitz no caminho. Protagonizam um massacre cinematográfico no centro de uma das maiores capitais do mundo com precisão militar, armamento de primeira, driblam toda a polícia parisiense, recolhem um tênis-evidência caído ao lado do veículo antes da fuga… mas esquecem o bilhete de identidade no carro.

Mesmo desfecho. Em Nova York, dois aviões colidiram com as torres do WTC, os prédios se incendiaram, janelas explodiram, o aço se derreteu, o concreto desmoronou, mas a polícia conseguiu encontrar, intactos, os passaportes dos pilotos terroristas.

Parte dos analistas/especialistas cogita que o documento pode ter sido deixado no carro de propósito, para que seus autores fossem reconhecidos e encontrados, sacrificando-se, aí sim, em nome de Alá. Depois de todos os disfarces e da fuga espetacular. Nenhum sentido.

“…a mídia age sobre o momento e fabrica coletivamente uma representação social que, mesmo quando está muito afastada da realidade, perdura apesar dos desmentidos ou das retificações posteriores (…) A atenção dos jornalistas está mais voltada para os confrontos que para a situação objetiva que os provoca”. (Pierre Bordieu, A Miséria do Mundo)

Tornamo-nos todos idiotas?

Ainda não. Kevin Barrett e o insuspeito Paul Craig Roberts andam desconfiados.

A verdade tardará a surgir, não haverá testemunhos. Os irmãos Kouachi foram mortos. A tropa de elite parisiense, especializada em operações extremas, não foi capaz de capturá-los vivos na tipografia onde se esconderam. Os suspeitos foram denunciados por um funcionário que, ao vê-los no recinto, se escondeu numa caixa de papelão e ficou ali, sem ser notado, enviando mensagens pelo celular à polícia.

Versões potencialmente conflitantes também estão descartadas. O policial que investigava do caso se suicidou menos de 24h após o ataque.

Déjà vu. Fizeram o mesmo o ex-piloto da CIA Phillip Marshall, o jornalista Michael Ruppert, o comandante Job W. Price, responsável pela captura de Bin Laden. No tocante ao terror islâmico, um mal acomete todos os que apresentam, ou podem apresentar, versões diferentes da oficial.

Teriam os franceses aderido ao False Flag Attack popularizado por alemães, utilizado em larga escala por norte-americanos e, de modo tacanho, pelo Brasil? Se a polícia vinha emitindo alertas, o Charlie Hebdo não seria um alvo provável? Se os Kouachi eram conhecidos e fichados, como se deslocaram com tanta facilidade por serviços imigratórios cada vez mais burocráticos, rigorosos, intimidadores?

Por que sempre a Al-Qaeda? Por que a encenação quase amadora?

Como usual em tempos de crise, a França engrossa o coro da União Europeia na busca de culpados. A nós, órfãos da verdade, cabe digerir o espetáculo midiático. Sétima pergunta do lide: quem se beneficia?

“As imagens da TV pretendem ser a metalinguagem de um mundo ausente (…) Por detrás do ‘consumo de imagens’, perfila-se o imperialismo do sistema de leitura: cada vez mais tende só a existir o que pode ler-se (o que deve ler-se: o lendário). E então já não se tratará da verdade ou da história do mundo, mas apenas da coerência interna do sistema de leitura”. (Jean Baudrillard, A Sociedade do Consumo)

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