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Monthly Archives: dezembro 2016

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“A consciente e inteligente manipulação dos hábitos e das opiniões das massas é um importante elemento na sociedade democrática. Os que manipulam esse mecanismo oculto da sociedade constituem um governo invisível, o verdadeiro poder dirigente de nosso país. Nós somos governados, nossas mentes são moldadas, nossos gostos, formados, nossas ideias, sugeridas amplamente por homens dos quais nunca ouvimos falar”.
(Edward Bernays, Propaganda – 1928)

 

“A propaganda deve limitar-se a um pequeno número de ideias e repeti-las incansavelmente. As massas não se lembrarão das ideias mais simples, a menos que sejam repetidas centenas de vezes”.
(Adolf Hitler, Mein Kampf – 1925)

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“O termo genérico é um dispositivo que possibilita a formação de juízo de valor instantâneo, sem questionar a evidência sobre a qual se baseia”.
(Frederick G. Rudge, The seven devices of propaganda that are well worth watching for – 1940)

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“A forma simplificadora mais elementar e rendosa é evidentemente a de concentrar sobre uma única pessoa as esperanças do campo a que pertencemos ou o ódio pelo campo adverso. Os gritos de ‘Viva Fulano!’ ou ‘Abaixo Sicrano!’ pertencem aos primeiros ensaios da propaganda política e forneceram-lhes sempre um bom cabedal para a sua linguagem de massas”.
(Jean Marie Domenach, Propaganda Política – 1950)

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“Na verdade, para arrastar o sentimento, nada substitui a irradiação do apóstolo, a convicção do prosélito, o prestígio do herói (…) As grandes crenças políticas, tal como progrediu o cristianismo, caminham muito através do ‘contágio pelo exemplo’, do contato e da atração pessoal; com efeito, somente assim se implantam profundamente. As massas modernas, deprimidas e incrédulas no tocante a si mesmas, são espontaneamente atraídas por aqueles que lhes parecem possuir o segredo de uma felicidade que delas se afasta”.
(Jean Marie Domenach, Propaganda Política – 1950)

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“Pouco aptas ao raciocínio, as multidões mostram-se, ao contrário, muito aptas à ação. A atual organização torna a força delas imensa. Os dogmas que vemos nascer rapidamente adquirirão o poder dos velhos dogmas, isto é, a força tirânica e soberana que descarta qualquer discussão”.
(Gustave Le Bon, Psicologia das Multidões – 1895)

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“Sem alguma forma de censura, propaganda no sentido estrito da palavra é impossível. Para conduzir a propaganda deve haver alguma barreira entre o público e o evento. Acesso ao ambiente real precisa ser limitado, antes que alguém crie um pseudoambiente que imagine se mais adequado ou desejável”.
(Walter Lippmann, Opinião Pública – 1922)

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“A característica do momento é que a alma vulgar, sabendo que é vulgar, tem a coragem de afirmar o direito da vulgaridade e o impõe em toda parte”.
(Ortega y Gasset, A Rebelião das Massas – 1926)

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“Não há um único poder: ele não é apenas financeiro, mas sim econômico-financeiro e midiático. Se esses poderes não existissem juntos, não funcionariam, pois não basta vencer, é preciso convencer. A vitória neoliberal não seria completa se o vencido não estivesse convicto, não estivesse feliz de ter sido vencido. Ele não deve nem mesmo perceber que foi vencido, deve pensar que está participando da vitória de seu adversário, não percebendo a si mesmo como vítima. No geral, a missão dos meios de comunicação é a de domesticar as sociedades”.
(Dênis de Moraes, Ignacio Ramonet e Pascual Serrano, Mídia, Poder e Contrapoder – 2013)

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If I’ve seen further than others, it’s by standing upon the shoulders of giants‘. (Newton)

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Havia mais estradas a percorrer. Mais histórias a se contar, mais gargalhadas que daríamos. Gargalhadas da sociedade ridícula em que vivemos, de nós mesmos. Coisas das quais nos lembraríamos em nossa velhice, distorcendo detalhes, já no fim de alguma dessas estradas.

Mas você escolheu não envelhecer. Se é que foi escolha. Foda-se. O que quer que tenha sido, foi sua. Respeito. Cabe-me agora recolher e carregar, sozinho, essa bagagem abarrotada de planos, mesmo sabendo que a maioria deles jamais deixaria de ser planos. Foda-se também. A diversão, afinal, era carregá-los, fingir que um dia cruzariam a fronteira da utopia.

Porque alguns deles ficaram pelo caminho, caíram em algum rio, foram levados por alguma ventania. Mas outros frutificaram. Permanecerão comigo por um bom tempo durante a caminhada. Em livros, discos, paisagens, rostos amigos, tudo o que você me proporcionou e que me cerca impiedosamente por todos os cantos de casa. Foi um privilégio partilhar deste lapso de tempo e espaço, um privilégio sem o qual eu seria infinitamente menor.

Por isto, uma parte de mim também morre. Um mapa a menos. Terei que dar meia volta e olhar pra trás todas as vezes em que me sentir perdido. Mas é preciso seguir caminhando. Afinal, aprendemos, para isto servem as utopias.